quarta-feira, 12 de maio de 2010

Perdoar

Resolvi me perdoar. Perdoar minhas fraquezas. Perdoar meus medos. Talvez esse tenha sido o perdão mais dificil da minha vida. Pensava que perdoar os outros fosse muito dificil, mas perdoar a mim mesma é pior ainda.
Durante muito tempo não consegui sequer me olhar no espelho. Vergonha de mim mesma. Afinal, quem é essa Renata que eu não conhecia? Que pensa em desistir. Que não é inabalável. Que não consegue ficar sozinha numa cidade. Que não consegue morar em uma casa onde não se sente em casa. Que não faz as leituras da faculdade. Que não tem certeza de que quer realmente se formar nesse curso. Uma Renata tão humana que assusta.
Essa outra Renata serviu para mostrar à velha Renata que esta não é tão forte assim. Que sua independência resiste até que a necessidade de ter alguém por perto chegue. Mostrou que não é vergonhoso dizer: estou com medo, preciso de você.
O melhor de tudo isso é quando a velha Renata percebe que no auge dos seus 19 anos ela não passa de uma adolescente, que não pôde ser criança e que agora tenta fugir dos medos e incertezas da adolescencia. Ela descobre que seus hormonios influemsim. Descobre também que justamente por ter apenas 19 anos pode ser o que quiser. Pode se reinventar. E que poderá fazer isso todas as vezes que for preciso, ou que tiver vontade.
Perdão não é sentimento. É decisão. E, a partir de hoje, eu decidi: Renata, estás perdoada.

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