quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Aprender

Existe uma idade adequada ou feita para errar? Há pouco pensava sobre isso e definitivamente tenho aprendido muito com todas as mudanças pelas quais tenho passado. Desde o último inverno, quando fui morar em Pelotas muito mudei. Minhas convicções, valores e ideais foram testados e acabei percebendo que não estava tão convicta quando imaginei estar. 
Em princípio, me revoltei. Depois sofri. Voltei a me revoltar. Enfim, muitas emoções com as quais ainda não havia lidado e acabei por muitas vezes dominada por elas. 
Para piorar - ou em função disso - fui golpeada pela depressão. Algo muito mais forte do que eu. Por mais que eu quisesse não possuía meios de escapar daqueles pensamentos e sentimentos pesados. A fé já não existia. Deus tornou-se um ser distante e, por vezes, até mesmo irreal. 
Busquei tratamento: remédios, terapia. A última, muito útil num primeiro momento, agora só me atrapalha, mas isso é assunto para outra ocasião.
No meio disso tudo, Deus me surpreende. Meu sonho de ser advogada finalmente se torna possível. Fui selecionada para ser bolsista numa das melhores universidades particulares do país. Ainda assim, não conseguia viver aquela felicidade intensamente. Sempre retornava ao poço obscuro da depressão.
Aos poucos, o foco dos meus dias tornou-se os estudos. Conheci novas pessoas, fiz novos amigos. Ainda não me sinto "normal", mas quase! 
Afirmei que aprendi muito com tudo por que passei pois muitas coisas que passavam despercebidos por mim hoje fazem sentido.
Não conseguia entender o que levava as pessoas a desanimarem, sofrerem, se entregarem. Achava-os fracos. Sentia-me imbatível, inabalável. Hoje compreendo a quem sofre. Sou mais sensível e realmente estou certa de que se não fosse assim jamais estaria atenta a tudo o que hoje me apercebo.
Parece frase pronta para tentar justificar as durezas da vida, mas só quem passa por certas coisas pode compreender e aceitar que há muitas coisas que só se aprende sofrendo, caindo, chorando...
Ainda não posso afirmar que todo esse sofrimento se encerrou. Ainda estou em tratamento. Há momentos realmente difíceis. Mas atrás dessa neblina de dor, eu sei que brilha o sol. "O choro pode durar uma noite mas a alegria vem ao amanhecer" (Salmos 30:5)

sábado, 31 de julho de 2010

Contagem regressiva?

As vésperas do meu aniversário, eu fico pensando sobre os prazeres e "direitos" que só se tem na adolescencia. Ao completar 20 anos, deixarei de ser teen, serei uma jovem - não sei qual e o termo em inglês - e isso mudará algumas coisas.
Ás vezes tenho a sensação de estar vivendo uma adolescencia retardataria. Agora que praticamente já sou adulta, quero fazer umas doideiras, bem típicas da fase.
Preciso desabafar. Cansei de estar solteira. Quero ter alguém, mas não sei como fazer isso! Estranho? Talvez. Porém, pra alguém que não entrou no jogo até então, não
é tão simples assim. Minha psicóloga disse que se precisar ela vai me levar num bailão brega da cidade!
Tenho tido umas crises de egoísmo. De infantilidade mesmo.
Mas acho que isso faz parte, e eu tento lidar. Tento.
Então, me resta aproveitar esses 15 dias de vida teen e todos os outros do resto da minha vida.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bunda mole, graças à Deus!

Há alguns dias postei aqui que ainda era cedo para ter uma opinião sobre os benefícios da musculação e da ginástica. Pois bem. Agora posso afirmar que a ginástica é uma das melhores formas de se fazer uma atividade física. É dinâmica, divertida, não é uma atividade individual. Recomendo.
Mas se o assunto é musculação, eu realmente sou suspeitíssima para falar, como já mencionei no outro post, nunca consegui entender a motivação de quem a pratica. E realmente nunca entenderei. Agora que já fiz duas aulas de musculação, posso afirmar: detesto. Enquanto que uma caminhada, até mesmo uma atividade física mais intensa te dá uma sensação de bem estar, a musculação causa, pelo menos em mim, raiva, irritação, ansiedade. Tudo que dá pra sentir de ruim. Durante vários exercícios parei e me perguntei o que eu estava fazendo ali. Vontade de mandar o professor puxar aquele peso todo.
Se para ter uma bunda durinha é preciso todo aquele sofrimento, fico com a minha. Mole, é verdade. Mas cheguei a conclusão de que as "bunda mole" são mais felizes!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Irracionalidade

Tem vezes que não sei se é melhor falar sobre como me sinto. Pensar em como me sinto, já comprovei que não me ajuda em nada. Não organiza a mente pensar sobre sentimentos. Prova disso é quando estamos apaixonados. Não dá pra ser racional. As emoções simplesmente nos dominam. Quando estamos apaixonados aquela pessoa domina nossos pensamentos, quase que o tempo todo. Não comemos nem dormimos direito. Estudar então, nem se fala. É exatamente assim que me sinto. Algo me dominou. E, infelizmente, não é uma paixão. Acho que é o oposto disso. É algo que eu não conseguiria definir em palavras. Que me distancia de tudo que sou. Por mais que eu tente não pensar e não sentir, é vão esse esforço.
Então começa uma guerra interna. Tu não acreditas em Deus? Tu não confias em Deus? Como podes te perder em desesperança e cair nesse fundo poço de melancolia?
No inicio, ninguém poderia saber o que eu estava sentindo. Que vergonha, a essa altura da vida agir, pensar e se sentir como uma criancinha assustada! Mas hoje, já não posso mais guardar para mim essa confusão e desespero. Queria encontrar um culpado para isso. Ir até ele, xingá-lo, bater nele até que minhas forças acabem. E então, dar as costas e seguir em frente. Mas eu não o encontro. Talvez ele não exista.
Melhor que encontrar um culpado, queria encontrar alguém capaz de me dizer o que fazer. Assim como alguém que sofre por uma paixão não correspondida, encontra uma amiga que já passou por isso e esta pode lhe aconselhar e dizer como seguir em frente.
A vida é tão curta. E eu aqui, presa a algo que não consigo definir o que é. Mas espero que, assim como a paixão, isso dure pouco.

sábado, 5 de junho de 2010

"De corpo e alma"

Sinceramente nunca consegui entender o que leva as pessoas a pagarem para sofrer em uma academia de ginástica. Todo aquele esforço físico sempre pareceu-me fútil, afinal, o que realmente importa é o intelecto, o lado "de dentro".
Porém, como sempre, a vida me surpreendeu. Na última sexta-feira lá estava eu: numa academia me acabando de tanto suar. Confesso que não me senti a vontade naquele ambiente em meio a tantos saradões de ambos os sexos focados no corpo perfeito. Mas por outro lado, sempre tem aqueles que, assim como eu, prefeririam estar fazendo qualquer outra coisa.
Devo admitir que existe o lado bom de se fazer uma atividade física. Dá uma sensação de bem estar. Dizem os entendidos no assunto que faz bem para o corpo e a mente. E francamente espero que faça. Principalmente para a mente.
Ainda é cedo para ter uma opinião formada sobre os benefícios que a ginástica e a musculação me trarão. Espero conseguir fazer disso uma terapia e não mais um fardo sobre minhas costas. E devo admitir: até que foi divertido ficar pulando naquela mini cama elástica.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Perdoar

Resolvi me perdoar. Perdoar minhas fraquezas. Perdoar meus medos. Talvez esse tenha sido o perdão mais dificil da minha vida. Pensava que perdoar os outros fosse muito dificil, mas perdoar a mim mesma é pior ainda.
Durante muito tempo não consegui sequer me olhar no espelho. Vergonha de mim mesma. Afinal, quem é essa Renata que eu não conhecia? Que pensa em desistir. Que não é inabalável. Que não consegue ficar sozinha numa cidade. Que não consegue morar em uma casa onde não se sente em casa. Que não faz as leituras da faculdade. Que não tem certeza de que quer realmente se formar nesse curso. Uma Renata tão humana que assusta.
Essa outra Renata serviu para mostrar à velha Renata que esta não é tão forte assim. Que sua independência resiste até que a necessidade de ter alguém por perto chegue. Mostrou que não é vergonhoso dizer: estou com medo, preciso de você.
O melhor de tudo isso é quando a velha Renata percebe que no auge dos seus 19 anos ela não passa de uma adolescente, que não pôde ser criança e que agora tenta fugir dos medos e incertezas da adolescencia. Ela descobre que seus hormonios influemsim. Descobre também que justamente por ter apenas 19 anos pode ser o que quiser. Pode se reinventar. E que poderá fazer isso todas as vezes que for preciso, ou que tiver vontade.
Perdão não é sentimento. É decisão. E, a partir de hoje, eu decidi: Renata, estás perdoada.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Para uma linda amiga

Ao ler o texto a seguir de Marta Medeiros, é impossível não lembrar de uma amiga. Quero dedicar a você, Dani Weber o post de hoje.

FEIOS PORÉM LINDOS
28 de dezembro de 1998

"As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental". Era um poeta maravilhoso, esse Vinicius de Moraes, mas deixou imortalizada uma frase que jamais sairia da boca de uma mulher. Aos feios, as mulheres dão boas vindas, desde que por trás do olho que não é azul e do corpo que não é atlético haja bom humor, inteligência e sex appeal.

Nunca veremos Brad Pitt e George Clooney namorando feinhas, mas já vimos Julia Roberts casar com Lyle Lovatt, um músico que tinha o rosto decorados com crateras, e a estonteante Sharon Stone desfilar com baixinhos barrigudos até contrair matrimônio com um senhor que mais parece um boneco de cêra. Há quem defenda a idéia de que mulheres casam com qualquer um, desde que tenha poder ou dinheiro. Poucas. Não foi o caso de Julia Roberts nem o de Sharon Stone, ricas e poderosas por si só, e também não é o caso de muitas Lucias, Andreas, Cristinas, Danielas, Fernandas e Jussaras anônimas. Mulheres preferem ser amadas do que invejadas.

Essa história de beleza tem a ver com atração, que tem a ver com "a primeira impressão é a que fica", que tem a ver com inícios de relações. Se a garota for um canhão, as chances de conquistar um deus são quase zero (é uma generalização, toda regra tem exceções). Já se o garoto for feio, porém espirituoso, talentoso e auto-confiante, pode descolar o número do telefone da Marisa Monte. Lembrem-se que ela já namorou o Nando Reis, dos Titãs. Alguma coisa ele tem de lindo.

Mick Jagger é raquítico e branquela. Gerald Thomas é raquítico, branquela e usa óculos. Woody Allen é raquítico, branquela, usa óculos e está quase careca. Apesar desse quadro de horror, sei de muita mulher que não os expulsariam da sua cama. Será que elas nunca ouviram falar em Mel Gibson, Antonio Banderas, Pedro Bial? Elas nunca ouviram falar é que beleza garanta o conteúdo.

Mulher tem faro, não se contenta com a embalagem. É bem mais comum ver uma mulher linda acompanhada de um homem aparentemente sem graça do que o contrário. Não é (só) porque a concorrência é implacável e nos contentamos com o que sobra. É porque mulher tem raio-x: consegue olhar o que se esconde lá dentro. Se além de um belo coração e um cérebro em atividade ele ainda for apetecível, é lucro. Pena que a recíproca raramente seja verdadeira. Economizaríamos fortunas em cabeleireiros e academias se os homens fossem direto ao que interessa, na alma e no espírito, para os quais não adianta maquiagem."
Marta Medeiros