terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ah... O Sol!

Depois de mais de uma semana chovendo sem parar, finalmente, um dia de sol. Isso me fez lembrar o quanto nós, seres humanos, vivemos distraídos e não notamos o quão precioso é um dia de sol, os de chuva, os dias frios, os quentes, enfim, só notamos o quanto o sol faz falta quando passamos por um grande período sem vê-lo. Com a chuva é igual, notamos a sua importância em tempos de racionamento de água e escassez.
Mas não é sobre isso que quero escrever.
Quero falar a respeito da alegria que o sol me proporcionou hoje.
Acordei ao meio dia. Faz pelo menos uma semana que venho acordando nesse horário. Há duas semanas torci o tornozelo e desde a semana passada tive que parar de trabalhar porque colocaram uma tala no meu pé direito (na verdade eu coloquei porque ela é removível, mas foi o médico quem mandou).
Senti um grande arrependimento ao perceber que havia perdido uma manhã de sol, mas enfim, levantei, tomei banho, abri a geladeira, notei que minha querida mãe não deixou almoço pronto. Mas ali no fundo da geladeira tinha um pote com um pouco de arroz cozido, então eu o esquentei juntamente com duas salsichas. Depois abri uma lata de legumes e juntei tudo em um prato e comi. Tenho que admitir que não estava gostoso, mas pelo menos, estava saudável! Na verdade, não muito saudável tendo em vista que os legumes eram enlatados. Mas isso não importa.
Depois disso fui até o shopping mais próximo pagar umas contas. Já que no próximo final de semana eu me mudo pra Pelotas pra estudar, não posso deixar dívidas!
Meu passeio foi revigorante. Andei lentamente, já que não tinha compromisso com nada nem ninguém. Apreciei a solidão e a beleza dessa cidade. Moro aqui há tanto tempo e até agora não me sentia "em casa" sempre tive a impressão de que Porto Alegre é uma cidade de um povo frio e egoísta. Mas agora percebo que estive enganada durante quase 9 anos.
Fria e egoísta sempre foi a minha atitude em relação ao povo porto-alegrense. Vivi como se devesse de alguma forma me proteger das pessoas, e hoje noto que perdi de me relacionar com elas. Estou falando isso não para lamentar e me sentir culpada durante meses, mas ao contrário, falo para que a partir de agora minha atitude em relação aos outros seja mais branda. Tendo em vista que uma nova etapa começa na semana que vem. Etapa essa cheia de novos amigos, companheiros de ónibus, etc.
Isso me leva de volta aos dias de chuva. Me faz perceber que assim como acontece em relação ao clima, eu e acredito que os seres humanos em geral, tendemos a valorizar aquilo que não temos. Estou aqui ainda, mas já sinto saudades desse trânsito, desses prédios, dessas lojas imensas, dessas pessoas tão diferentes que encontro todos os dias pelas ruas da capital (aqui as pessoas se vestem de uma maneira bastante pessoal, gosto de gente diferente :D), enfim, vou sentir saudades.
Em relação à família, nem quero começar a sofrer por antecipação, pois sei que vai ser pesado o fardo da distância.
Mas não lamento por nada. Tudo tem se encaixado na minha vida. Deus tem sido muito bom comigo e sei que continuará sendo. Ele não me deixaria só ainda mais agora que só terei a ele de fato.
Espero que amanhã o sol me presentei com sua presença. Espero que amanhã eu possa valorizar mais o que tenho. Espero que amanhã eu seja alguém melhor que eu sou hoje.

3 comentários:

  1. RÊ!!!Adorei o teu blog...Já pensou em ser escritora tens um dom imenso!!!te cuida gatinha!!!Bjnhsss
    Cris!

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  2. Se vc não fosse tão minha amiga, eu ia achar que tenho jeito pra coisa mesmo. hehehe

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  3. ↑ Tu te puxa hein thcê pra escrivinhar ;D HEhehe

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